15 de janeiro de 2018

Um Fantasma Em Mim




Olá novamente;
Consegues ouvir-me
quando eu grito o teu nome?
Eu preciso de ti,
antes que desapareça lentamente
e é nesta terra,
nesta casa que eu chamo de lar
que eu vou descobrindo
em que me estou eu a tornar,
andando por vezes
por caminhos desconhecidos
e é na escuridão profunda que preciso da tua luz,
pois és o fantasma que ainda vive em mim,
porque um dia também eu
estarei desse lado.
Foi um prazer ter-te conhecido
e agora em espírito,
és uma voz
dentro de minha cabeça
e tudo o que dizes
eu acredito,
pois eu conheço-te,
sei que só queres o meu bem,
porque alias neste mundo;
Vivemos na incerteza,
ás vezes amamos sem saber
se seremos correspondidos
e por mentimos uns aos outros,
sem qualquer necessidade aparente.
Espero que quando chegar também a minha hora de ser fantasma
eu posso sentir 
a minha mão
agarrada á tua
antes de eu partir.


22 de dezembro de 2017

Amor De Realçar


Nesta minha vida,
eu não quero passar
pelo que não sou;
Sou de roupas simples,
não ligo às marcas,
não sou muito de me por chique,
não me considero ser mais do que alguém,
mas não quero também ser menos que esse alguém.

Amor Celestial


Por vezes sinto-me fraco
e a dor segue-me mesmo assim
por entre ruas solitárias,
erguendo muitas vezes
a minha cabeça para o céu.

16 de dezembro de 2017

No Meio Do Inverno


Acordei com muito custo;
Primeiro um pé
e depois o outro,
assim eu me levantei de minha cama quente,
para o resto da casa
ainda fria.

11 de dezembro de 2017

Saudade

  


Eu gostaria de ter
o teu par de asas,
as mesmas asas em que voei
a noite passada
em meus sonhos,

9 de dezembro de 2017

O Meu Sonho



Eis que vivo o meu sonho;
Estou ainda vivo,
ainda sinto o ar puro
e o meu coração a bater,
bem como também algumas pessoas que gostam de mim.

8 de dezembro de 2017

Sobre Mim

Se algum dia eu pensava ter gosto e jeito para a escrita, principalmente poesia?
   Claro que não, aliás sempre pensei que confirmaria a minha falta de jeito para tal, quando eu me candidatei ao prémio literário Camilo Castelo Branco na minha escola, onde perderia de vez a esperança de tornar meus poemas públicos, arrumando assim a minha lapiseira e o meu bloco de folhas. Qual não foi o meu espanto quando ganho esse mesmo prémio com distinção, o meu maior prémio não foi o valor do prémio em si, foi o valorizar-me a mim mesmo, foi o aplauso pelo reconhecimento de meu valor para a escrita.